sexta-feira, 18 de março de 2016

COMBOIO DE MOTOS

O que fazer quando encontrar um na estrada?
Você está com seu veículo na estrada e encontra um grupo de motos à sua frente. O que você deve fazer? Este texto pretende tirar suas dúvidas.
A primeira coisa é você entender que um comboio de motos na estrada é um grupo de amigos, pais e mães de família, indo para algum lugar por lazer ou necessidade, igual a você! Não estão ali pra te desafiar, te atrasar ou te ameaçar. Eles sabem que moto é perigoso e andar em comboio é mais perigoso ainda. Todos se prepararam para rodar juntos e alguns podem estar fazendo isso pela primeira vez, com um pouco de medo inclusive. Eles e você querem chegar no destino numa boa, sem acidentes.
A segunda coisa que você deve fazer é observar o que está acontecendo à sua volta! O comboio tem uma forma organizada em fila dupla alternada ou é um amontoado de motos sem formação definida? Tem outros veículos na frente do comboio? Eles estão “devagar demais” ou é você que está com pressa ou já acima dos limites? Se eles estão “devagar demais”, eles tem um motivo! Pode ser um problema na estrada, que eles já viram e você não, excesso de prudência, ou pura falta de experiência mesmo.
A terceira coisa é entender que em um comboio de motos, o último motociclista é que vai “conversar” com você. Ele é chamado de “ferrolho” e é ele que tem a responsabilidade, perante o comboio, de lidar com os veículos atrás dele. Ele vai entender o que você quer e passar adiante para o comboio, e é ele que vai te sinalizar o que o comboio vai fazer.
VOCÊ ESTÁ DE CARRO/CAMIONETE/CAMINHÃO/ÔNIBUS:
Em pista simples, aguarde o comboio lhe dar passagem! Lembre das "3 coisas a fazer". Se eles forem experientes, estarão em fila dupla alternada e vão lhe dar passagem em breve, com segurança. Fique afastado e não pressione o comboio, pois alguém poderá se assustar e cair. Um comboio tem duas formas de te dar passagem: todos vão o lado direito da via, ou se dividem em blocos menores com espaço entre eles. Depende de uma série de fatores. Você vai receber um sinal do “ferrolho” e ao ultrapassar o comboio, verifique se o tamanho dele é compatível com a segurança para a sua manobra. Este é o pior caso na estrada e gerador de muitos acidentes, brigas e confusões. Vamos lembrar de novo que todos estão na estrada para chegar no destino com segurança.
Em pista dupla, se o comboio está na faixa da esquerda, estão ultrapassando alguém. Ou a pista da direita está esburacada. Aguarde o fim da ultrapassagem ou do trecho esburacado, que o comboio irá para a faixa da direita e lhe dará passagem.
OBS: se você vai pegar alguma saída à direita em breve, nunca ultrapasse o comboio. Espere atrás até chegar na sua saída. Evite começar a ultrapassar e lá na frente ter que cruzar no meio do bonde para pegar a sua saída à direita. Isso tem gerado graves acidentes!
VOCÊ ESTÁ DE MOTO, SOZINHO OU EM OUTRO COMBOIO:
Em pista simples ou dupla, evite entrar no meio do bonde, ou fundir os comboios. A regra é simples: “NUNCA ENTRE EM BONDE ANDANDO!”. Fique atrás e na melhor oportunidade ultrapasse com segurança. Não faça gracinhas na estrada (empinar, estourar giro, etc). Após a ultrapassagem, não fique na frente do comboio andando mais devagar. Siga seu caminho. Lugar de bater papo é na próxima parada.
Fonte: Jornal Moto Informativo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Qual o tipo certo de óleo para sua moto?

O assunto está quente nos últimos dias, então resolvi falar um pouco sobre os tipos de óleo para Moto e quais os melhores para cada motor.


Extraído na integra do 'Motos blog': http://www.motosblog.com.br/7942/qual-o-tipo-certo-de-oleo-para-sua-moto/



Óleo de motor
Cada motor foi projetado para trabalhar com um tipo específico de óleo lubrificante. Esta informação sempre consta no manual da Motocicleta, e também consta no manual de serviços da mesma. Este é, sem dúvida, a decisão mais segura na hora de escolher o óleo para qualquer moto.

Manual do proprietário XT660R

Manual do proprietário XT660R
A especificação do óleo é medida através de sua viscosidade mínima e máxima (SAE), e sua classificação de desempenho (API).
Por exemplo: O óleo Mobil Super Moto possui especificação SAE 20w50 API SF. Isso significa que sua viscosidade quando frio é de 20 e quando quente 50. Quando frio, o óleo tende ser mais grosso, e quando quente, mais fino.

Mobil Super Moto 4T SAE 20w50 API SF

Mobil Super Moto 4T SAE 20w50 API SF
Quanto menores os números, mais fino (menos viscoso) o óleo será. Em alguns casos, o óleo mais fino pode ser desejável, como por exemplo, em motores novos, onde as folgas entre os componentes é pequena, ou em motores utilizados para fins de competição, onde o fluxo do óleo deve ser maior. Em outros casos, é preferível ter um lubrificante mais grosso (mais viscoso), como é o caso de motores que já rodaram bastante e possuem folgas maiores entre suas peças. Nestes casos, o óleo mais grosso acaba protegendo mais as partes móveis do motor, reduzindo o desgaste.
Além da viscosidade, a classificação API se refere ao desempenho do óleo, ou seja, sua capacidade de manter sua viscosidade em situações extremas de uso (altíssimas ou baixíssimas temperaturas). Esta classificação sempre se dá por duas letras. No nosso exemplo do Motul Super Moto, a API é SF, sendo S uma constante, que significa que é um óleo desenvolvido para motores a combustão, e a segunda letra se referindo a classificação de desempenho. Quanto maior a letra, melhor é o óleo.
Portanto, o Mobil Super Moto 20w50 API SF é pior do que, por exemplo, o Motul 3000 20w50 API SG (G é maior que F), que por sua vez, é pior que o Yamalube SAE 20w50 API SL ou Lubrax Essencial 20w50 API SL.

Comparativo dos óleos

Comparativo dos óleos
Então eu posso usar um óleo de especificação API superior na minha moto?
Sim, claro. Desde que a viscosidade seja a mesma, você pode usar uma especificação API superior. Você só não deve usar especificação inferior a indicada no manual.
E eu posso optar por uma viscosidade diferente?
Até pode, mas é por sua conta e risco. Se vai fazer isso, é bom saber o que está fazendo e no que isso implica, pois as consequências podem ser grandes: Vão desde a redução da vida útil do motor, queda no desempenho, até o travamento do motor por falta de lubrificação adequada… E geralmente fica caro para consertar.
Esse tipo de alteração deve ser embasada em tipos de uso muito específicos, com motores muito rodados (caso opte por óleo mais viscoso), ou motores usados em competição (caso opte por óleo menos viscoso). Na dúvida, use a especificação recomendada pelo fabricante.
E os óleos semissintéticos e sintéticos
São lubrificantes diferentes, que conseguem atingir viscosidades menores em alta temperatura, sem perder a capacidade de lubrificar as partes do motor. São indicados para motores de altíssimo desempenho, ou para usos específicos variados. Geralmente são mais caros também.

Lubrificantes sintéticos

Lubrificantes sintéticos

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CALIBRAGEM DOS PNEUS

CALIBRAGEM DOS PNEUS:
Manter a calibragem dos pneus correta pode fazer a diferença entre estar em condições de fazer uma curva ou "seguir reto". As motos com pneus entre 170 a 190 (traseiro) quando usadas sem garupa devem usar de 38 a 40 libras (pneu quente).
OBS: O pneu quando aquece pode por dilatação do ar, aumentar a calibragem em até 8 libras, isto significa que um pneu calibrado frio e usado em condições quentes como uma viajem com mais de 45 minutos a uma temperatura ambiente de 20° C pode chegar a 48 libras, deixando seu pneu muito duro, perdendo sua aderência quando você mais precisa, nas curvas.
Já o dianteiro deve usar 4 libras a menos que o traseiro pois seu volume cúbico é menor. Se você preferir utilize Nitrogênio para calibrar, pois ele tem um ponto de dilatação mais elevado e isto mantém mais estável a calibragem. Resumindo, quando você for andar na cidade, calibre no máximo, mas quando for para estrada, lembre de acertar sua calibragem para menos, mantendo a melhor performance dos seus pneus.



TROCA DOS PNEUS:
Quando você for trocar um pneu tenha alguns cuidados básicos: Procure sempre trocar em máquina de montagem, especialmente se for rodas raiadas. Após a troca lembre que todo pneu vem de fábrica com uma camada de cera bastante escorregadia e tracionar ou forçar uma curva é tombo certo!
Mas como evitar isso? Se for pneu dianteiro, use uma lixa grossa de qualquer tipo e passe em toda banda de rodagem; Se for traseiro, vá até uma área de areia ou cascalho fino e dê uma patinada com no mínimo duas voltas no pneu e estará limpo, a areia funcionará como lixa.
Quando trocar? Geralmente os pneus originais agüentam em torno de 10.000 km nas esportivas e 12.000 km nas custons, mas independente disso se você perceber que os pneus estão quase sem friso na faixa central, não hesite, troque-os. Outra maneira é se caso você começar a perceber que a moto está um pouco instável especialmente em curvas, examine primeiro a calibragem, se estiver correta, então desconfie do desgaste dos pneus. Como escolher o pneu certo? Há vários tipos de pneus, alguns mais duros que duram mais e são menos eficazes quando usados no limite e outros mais macios que duram menos, mas que são "verdadeiros chicletes" no asfalto. Pense em como você usa sua moto e faça a escolha certa.

Fonte: http://americanamotoclube.com/dicas.asp

Motociclismo e segurança

Extraído dos amigos Americana Moto Clube (http://americanamotoclube.com/dicas.asp)

Ao pensarmos em motociclismo, devemos pensar em segurança e prevenção aos acidentes. Ninguém deseja pensar em acidente, principalmente em seu próprio acidente, desta forma, pensar e agir em como evitar é dever e responsabilidade de todo motociclista.
Medo e respeito sempre devem caminhar junto com adrenalina, emoção, e principalmente razão, por melhor piloto que possamos nos considerar, jamais estamos seguros que nada pode nos acontecer.
Entre os equipamentos necessários e básicos de proteção para prática de motociclismo seguro e consciente, o capacete seria um dos itens de maior importância para uma perfeita e correta aquisição.
Não podemos nos permitir em adquirir estas maravilhosas motocicletas, e não estarmos aptos e relativamente seguros para desfrutar deste prazer. Temos de ter censo crítico. Temos de usar a cabeça, quero dizer, temos de proteger a cabeça.
Um dos órgãos mais importantes do corpo humano, a cabeça é responsável por todo processamento e armazenamento de informações, comanda órgãos vitais, possibilita raciocínio, sentimentos, controle, comando e ações.
Na aquisição de seu capacete, antes de avaliar se o desenho combina com a roupa, e se a tonalidade está de acordo com a sua motocicleta, verifique se o tamanho está adequado, não permitindo que sua cabeça esteja com folgas e demasiadamente apertada, verifique se o fecho proporciona segurança e firmeza, verifique o tipo de proteção interna, se o material de construção da viseira é de qualidade e oferece segurança e se a construção do capacete é certificada por órgãos competentes.
São vários casos de pessoas reclamando sobre perda de garantia e principalmente funcionalidade de capacetes, mediante eventuais quedas “leves”, mas deve ser assim.
A construção de modernos capacetes é baseada na utilização de materiais para absorverem a maior capacidade de choque, proporcionando a deformação destes materiais para que o interno não sofra por impacto ou materiais perfurantes.
Sendo assim, qualquer leve deformação, que comprometa esta tecnologia, poderá fazer com a eficiência proposta, não seja a requerida em um eventual acidente de maiores proporções.
Pensem nisto, vamos nos proteger de forma eficaz e segura, devemos estar sempre equipados da melhor maneira, ninguém pode prever se algo inesperado pode acontecer no meio de uma viagem, ou em uma voltinha pelo bairro.
Usem e protejam a cabeça.
Oswaldo F. Jr é consultor de pilotagem, segurança e resistência da Omno (www.omnoweb.com.br). Fez diversos cursos nacionais e internacionais. Para ele, moto e estrada é uma combinação mais que perfeita.







INFRAÇÃO DESCRITA NO ART. 193 DO CTB

O Detran – Departamento Nacional de Trânsito, resolveu acabar com a polêmica sobre o artigo 193 do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, que diz o seguinte: "TRANSITAR COM VEÍCULO EM CALÇADAS, PASSARELAS, CICLOVIAS, CICLOFAIXAS, ILHAS, REFÚGIOS, AJARDINAMENTOS, CANTEIROS CENTRAIS E DIVISORES DE PISTA DE ROLAMENTO, ACOSTAMENTO, MARCAS DE CANALIZAÇÃO, GRAMADOS E JARDINS PÚBLICOS".
INFRAÇÃO: GRAVISSIMA, PENALIZADA COM MULTA DE R$ 574,00 (QUINHENTOS E SETENTA E QUATRO REAIS). A polêmica se instalou devido à dúvida de muitos motociclistas: “Mas e se a moto estiver desligada?”, a resposta do Detran é clara: "...PARA CARACTERIZAÇÃO DA INFRAÇÃO DESCRITA NO ART. 193 DO CTB, O CONDUTOR DA MOTOCICLETA DEVE ESTAR MONTADO"
Portanto se precisar passar por alguma das vias citadas no artigo, desligue a moto e empurre-a para não correr o risco de ser multado.
Fica a dica!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

#Dicas: Moto x frio, que cuidados tomar?

Fique atento:
No frio, moto necessita de cuidados para não se desgastar, motor precisa aquecer antes de ser submetido à esforço. Temperatura baixa pode alterar reflexos dos motociclistas.

Em boa parte do Brasil, especialmente nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, a chegada do outono traz consigo uma significativa queda nas temperaturas. É a época de tirar do armário o equipamento mais pesado para andar de moto sem problemas.
O frio, como todo motociclista sabe, é um inimigo perigoso para a saúde e também para a segurança. Depois de um certo tempo pilotando com a temperatura do corpo baixa, os reflexos ficam lentos, o raciocínio é afetado e perdemos o necessário “jogo de cintura”. Neste contexto, cometer erros acaba sendo algo provável até mesmo para os mais habilidosos ou experientes ao guidão.
Como escapar dessa armadilha? Óbvio: vestir-se adequadamente, com trajes técnicos dotados de proteções, e com forros removíveis, item que pode fazer muita diferença.
No outono é normal fazer frio de manhã bem cedo e no fim da tarde, enquanto no restante do dia a temperatura pode estar agradável.
Desse modo, as jaquetas e calças com forros removíveis são a melhor solução.
Geralmente os forros que sobram nas horas quentes cabem em uma pequena mochila. Um volume a mais, é certo, mas este é o método certo para evitar o frio matinal e do fim da tarde, e que você “cozinhe” dentro da roupa nas horas quentes do dia.
Moto necessita de cuidados
Porém, e sua moto? Será que ela exige cuidados maiores nesta estação caracterizada por uma grande variação térmica? A lição de casa da manutenção bem feitinha é uma das chaves do sucesso para não ter problemas, mas há outras dicastambém.
Motos pequenas, geralmente refrigeradas a ar, alcançam rapidamente sua temperatura de exercício ideal. Honda CG, Yamaha Factor e suas colegas monocilíndricas de qualquer marca têm motores extremamente robustos, que admitem maus tratos sem problemas.
Dispositivos eletrônicos se encarregam de adaptar a ignição e a mistura ar-gasolina para encarar os primeiros quilômetros a frio sem engasgos e soluços. Mas o óleo lubrificante demanda certo tempo para conseguir não só alcançar sua temperatura ideal de funcionamento, como atingir todas as partes do motor.
Depois de algumas horas parado, um motor esfria, e o óleo escorre para o cárter pela ação da força da gravidade. Algumas partes ficam praticamente a seco de lubrificante. Isso ocorre especialmente no cabeçote, onde está o comando (ou comandos) de válvulas e todo o sistema de distribuição de um motor. É uma zona delicada, cheia de pequenas pecinhas sensíveis.
Apesar da tremenda evolução na qualidade dos óleos e os aditivos neles contidos formarem uma película protetora – justamente para evitar o acentuado desgaste que um motor frio poderia sofrer se acelerado demasiadamente – os primeiros momentos de funcionamento de qualquer motor são sempre críticos.
O que fazer? Nada de muito exótico: primeiro de tudo trocar o óleo e o filtro seguindo religiosamente os prazos indicados pelo fabricante, assim como usar lubrificante de qualidade, com a especificação correta. Porém, fará uma baita diferença você dar ao motor ao menos um minuto ou dois de funcionamento antes de submetê-lo a esforço – ou seja, sair andando. Isso fará com que o óleo circule adequadamente, tendo tempo para alcançar todos os componentes.
Após esse pequeno tempo dado para o motor “acordar“, uma vez rodando espere ao menos alguns outros minutos – algo entre cinco ou dez já serão o suficiente – antes de elevar a rotação. Em baixos giros o estresse mecânico é bem menor que quando a agulha do contagiros está passeando perto da faixa vermelha. Assim, deixe o motor esquentar girando calminho, condição em que o desgaste interno será mínimo mesmo se o óleo estiver frio e, portanto, ainda denso demais.
Motos maiores, com motores mais sofisticados, exigem ritual semelhante – na verdade, ainda mais cuidadoso. Como comentado, os pequenos motoresmonocilíndricos de 125 ou 150 cc refrigerados ar são espetacularmente robustos e admitem maus tratos. Já um tetracilíndrico como, por exemplo, o de uma Honda Hornet ou Yamaha XJ6 são engenhos mais sofisticados, dotados de um número infinitamente maior de peças móveis e uma capacidade de alcançar altas rotações muito superior.
Além disso, em vez do ar, a refrigeração é líquida: por conta disso, é ainda mais importante seguir as regras de boa manutenção: usar bons fluídos, lubrificantes, trocas frequentes e... um procedimento atento no aquecimento antes de acelerar para valer.
Desgaste vem com o tempo
O que acontece se nada disso for feito, ou seja, ligar um motor gelado e sair acelerando feito um maluco? Em um primeiro momento, nada: o progresso obtido na qualidade dos lubrificantes atuais quanto na metalurgia e na engenharia aplicadaaos motores (especificação de materiais, tolerância nas folgas e tratamentos químicos aplicados às superfícies), deixou os motores modernos ultra resistentes aos maus tratos.
Um motor frio dificilmente vai quebrar se acelerado a fundo. Mas, se esse for um padrão de utilização, todo dia essa mesma tortura, há grande chance de ele durar bem menos do que um motor aquecido cuidadosamente.
Então, olho vivo! O tempo esfriou? Tanto você quanto a sua moto vão funcionar melhor, e por mais tempo, se a temperatura correta de funcionamento do corpo e da mecânica for respeitada adequadamente.
Fonte: Texto de Robeto Agresti para o G1.

Como resolver 5 problemas que dão dor de cabeça ao motociclista

#Dicas: Como resolver 5 problemas que dão dor de cabeça ao motociclista
Motos podem ser muito amadas por seus donos, mas há momentos em que este sentimento profundo pode sofrer abalos. A seguir, uma lista de cinco problemas que acabam com o humor de qualquer motociclista, que fazem repensar a relação, mas que podem ser minimizados ou evitados. Saiba como:

1. Cabo da embreagem rompido
No passado, o episódio era bem mais comum na vida de um motociclista. Hoje o material usado nos cabos da embreagem melhorou, mas, de fato, o que está mais caprichado é o projeto das motos. O caminho que o cabo faz da manete até o motor é menos tortuoso e, portanto, os esforços são menores – são eles os maiores responsáveis pelo desgaste e consequente rompimento, além da falta de lubrificação.
Como evitar o problema? Sensibilidade é a palavra. Perceber que a alavanca de embreagem está ficando mais durinha é um indício de que o cabo (ou o próprio sistema de embreagem) está com problemas. Lubrificar o cabo frequentemente aumenta a sua vida útil. É uma manutenção simples e que se faz aplicando o óleo na junção do cabo com a manete de embreagem, tendo a paciência de ver o óleo escorrer até o fim e sua capa. Para isso, quanto mais fino for o óleo, melhor, sendo os em spray os mais indicados.


Lubrificação do cabo da embreagem da moto (Foto: Roberto Agresti)


Se mesmo lubrificado abundantemente o manete de embreagem continuar duro é sinal de que o problema pode não ser no cabo. Ele pode estar esgarçado, próximo do rompimento e precisando ser substituído. A despesa envolvida na troca de um cabo de embreagem é pequena e a mão de obra é simples na maioria das motos.
Alguns adeptos mais prevenidos da prática fora de estrada costumam colocar um cabo reserva, fixado junto ao cabo em uso. Se um quebrar, o outro já está ali, prontoDescrição: http://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png para entrar em ação, bastando apenas encaixá-lo na manete e na alavanca que fica no bloco do motor.
No entanto, se o cabo quebrar e não houver como consertá-lo, o problema não é tão grave assim: o câmbio da sua moto suportará mudanças de marcha sem a embreagem por um pequeno período de uso. O problema será a saída, e um recurso que funciona (mais fácil em motos pequenas ou médias) é engatar uma marcha mais longa, segunda ou terceira, por exemplo, e apertar o botão da partida elétrica, ajudando a moto a se movimentar para frente com as pernas.
E nas motos maiores? Na maioria delas, a embreagem tem comando hidráulico (sem cabo), ou seja, não há nada para quebrar.

2. Cabo do acelerador rompido
Se o cabo endureceu, fique atento e aposte na lubrificação. Porém, se ele se romper – algo bem mais raro que a pane no cabo de embreagem –, não haverá como seguir viagem. Nas motos com carburador, um recurso é elevar a marcha lenta. A rotação mais alta permitirá seguir em frente se não houver trechos muito íngremes. Para fazer isso, basta saber qual é o parafuso de regulagem da marcha lenta. Geralmente, ele está bem visível em todos os carburadores. Mas atenção: esse é um expediente arriscado e só deve ser usado em situações de emergência, como para sair de um local perigoso à margem de uma rodovia e alcançar um posto de serviço ou oficina.

3. Pneu furado
A primeira providência é parar de rodar o quanto antes, assim que perceber aperda de ar, tanto para evitar acidentes decorrentes da menor maneabilidade que o pneu vazio causa, como para evitar estragos nele ou na câmara de ar (se houver). Ao rodar vazias, as câmaras de ar estragam facilmente. Um furo pode virar dois, três ou, pior que isso, um rasgo. E um problema que seria possível consertar com um simples remendo pode dar “perda total”, e exigir a troca do componente.

Se realmente não for possível parar de rodar imediatamente e fazer o certo, que é desmontar a roda e levá-la ao conserto, o dano será menor se houver menos peso sobre a moto. Portanto, desça dela e a empurre com o motor ligado, caminhando ao lado. Fazer isso é realmente o último recurso, pois exige razoável habilidade, e a chance de problemas é grande. Lembre-se que o uso exagerado da embreagem a sobrecarrega e pode até “queimar” o componente. Além disso, motores refrigerados a ar precisam de velocidade e de fluxo de ar para não “fritarem”. Importante: só deixe o motor ligado em marcha lenta, com a embreagem sendo acionada constantemente, por um curto período de tempo.
No caso de o pneu furado não ter câmara, o esvaziamento é mais lento e, mesmo se ele murchar de vez, o dano de rodar até o borracheiro será potencialmente menor do que em um pneu com câmara. Mesmo assim, a velocidade deve sempre ser baixíssima.
Os sprays reparadores de pneus são ótima alternativa, e carregá-los em viagens oferece tranquilidade, já que é sempre mais complicado achar um borracheiro em rodovias. O problema desses sprays é que eles são eficientes contra furos, seja em câmaras de aro ou em pneus sem câmara, mas, se houver rasgo, ele não será capaz de vedar a fuga de ar.

4. Corrente quebrada
A qualidade das correntes de transmissão é, atualmente, muito boa. O motociclista está seguro se usar as originais de fábrica ou de marcas renomadas. Porém, o sistema de transmissão é sujeito a desgaste, e a troca da relação (nome dado ao conjunto formado por pinhão, corrente e coroa) deve ser periódica. A dica mais importante é jamais optar por marcas “xing-ling”, pois, além de durarem menos, oferecem riscos.


Corrente e coroa da moto (Foto: Divulgação)

 Estar bem no meio de uma ultrapassagem e a corrente quebrar é ruim, mas pior do que isso é a corrente quebrar e enroscar na roda, travando-a e levando você para o chão, ou ainda chicotear o cárter (recipiente que protege o sistema) na quebra, rompendo o metal em torno do pinhão e fazendo você perder seu motor. Sendo assim, olho vivo na transmissão.

À esquerda, uma ementa; à direita, a corrente e o pinhão (Foto: Roberto Agresti e Divulgação)



Um sinal evidente que a sua relação “já era” é quando a possibilidade de regulagem da tensão chega ao final. Outra forma de verificar o fim da vida útil do sistema é olhar para a coroa: se os dentes estiverem inclinados, estilobarbatana de tubarão, com as pontas afinadas, corra para o mecânico. Um recurso da turma que faz trilha é levar sempre uma emenda de corrente. As correntes da maioria das motos são seladas, sem emenda, mas se por acaso você tiver uma emenda presa em algum lugar de sua moto, bastará usar a pecinha para conseguir chegar até o mecânico e colocar uma corrente nova.

5. Chave perdida
Existe alguém no planeta que jamais perdeu uma chave, seja ela de casa, do carro ou… da moto? Talvez sim, mas garanto que as pessoas que passaram por um grande aperto por conta do sumiço de chaves jamais esquecerão a dor de cabeça que isso causa.

Antigamente, antes do advento das chaves codificadas com chip, a perda de uma chave se resolvia com uma ligação direta, algo nem tão complexo assim de se fazer. E a trava do guidão? Ora, quebrá-la nas motos mais antigas é quase tão fácil quanto… fazer uma ligação direta!
Hoje, além das chaves eletrônicas, as travas também estão mais robustas e assim, o que fazer? Simples: prenda uma chave reserva em alguma fresta escondidinha de sua moto com um pedacinho de arame ou um “esgana-gato”. Caso aconteça o mal maior, a perda da chave, a outra estará bem ali, naquele cantinho que só você sabe onde é. Atenção: caso você use uma trava suplementar, faça o mesmo com a chave do acessório, se não de nada adiantará ter a chave do contato.

Fonte: Roberto Agresti- Especial para o G1